2 de maio de 2011

O fim dos "Bin Laden's"?

Bin Laden morto por tropas dos Estados Unidos

Passados 10 anos sobre o 11 de Setembro e vingado o rosto que personificava o maior acto de terrorismo a que o mundo assistiu, ocorrem-me duas perguntas, que por sua vez, poderão ajudar a responder à pergunta que faz titulo:

Causa e consequência? ou...


Consequência e causa?



11 comentários:

  1. Não quero ser idealista nem moralista nesta matéria, mas parece-me óbvio que dependerá sempre da politica externa norte-americana a criação de monstros inimigos de maior ou menor dimensão.

    Arrumada que parece a questão de Bin Laden, (olho-por-olho, dente-por-dente, bem à maneira da Al-Qaeda, by the way) talvez Barak Obama possa aproveitar a oportunidade para tentar uma abordagem internacional mais comedida e inteligente, assim possa resistir aos lobbys das indústrias de armamento e às pressões económico-financeiras, encabeçadas pelas dependências energéticas e afins...

    ResponderEliminar
  2. Ainda há muitos bin laden's por aí... então cá no governo nem queiras saber!
    ibd

    ResponderEliminar
  3. É uma pergunta de difícil resposta, não sei. Mas o mundo é de certeza um sítio melhor frequentado sem esse cavalheiro por cá.

    ResponderEliminar
  4. É irrelevante! Qualquer conflito tem pai e tem mãe. Buscar culpados é a forma mais simples de evitar buscar soluções.
    Partamos de um princípio razoável: São (somos?) todos culpados. Talvez em medidas distintas e também elas discutíveis, mas são todos culpados.
    Pronto! Agora busquem-se as soluções e mainada.

    Agora o que me parece estranho e extremamente polémico é a forma como todo este processo foi e tem sido conduzido pelos americanos.
    Aparecer de repente a dizer que se matou o Bin Laden e mandar o corpo dele ao mar sem dar disso qualquer prova irrefutável é cultivar mais um mistério do estilo do da morte do Hitler, do assassinato do Kennedy ou ainda do suposto avião que destruiu parte do Pentágono.
    Também entendo que mostrar o cadáver do gajo iria extremar ainda mais a ira dos correligionários do Bin Laden, mas não deixar esta questão muito clara no contexto de uma história que já dava aso a inúmeras teorias da conspiração é igualmente insensato e pouco claro. Deixa espaço para muitas dúvidas e perguntas.
    Se os governos servem os povos devem prestar contas do que fazem.

    Tio Bouça

    ResponderEliminar
  5. Muito estranho, de facto, isso de mandarem o corpo ao mar...só soube depois de postar e espantou-me. Se há algo que os americanos não querem deixar para adivinhar é se o mataram realmente ou não. Calculo que antes de o fazerem tenham ficado com provas irrefutáveis como trunfo, não me passa outra coisa pela cabeça...

    ResponderEliminar
  6. Sim, não acredito que o Obama se atravessasse a anunciar a morte do senhor se ele não estivesse mesmo morto e bem morto.

    ResponderEliminar
  7. Já agora, não deixa de ser algo contraditório ver um presidente dos E.U.A. a anunciar a morte de alguém e ver as pessoas na sala a levantarem-se e a aplaudirem (notei que Obama conteve bastante as emoções enquanto proferia essas palavras). Outro facto que me fez alguma confusão foi ver gente a comemorar nas ruas a morte do gajo, estilo reveillon.

    Em ambas as situações senti, por um lado, estranheza, mas por outro, pouca vontade de ajuizar, até pela ferida profunda que aquela barbaridade abriu naquele país (já para não falar nas pessoas que tenham perdido familiares e amigos nas Torres). Eu não sei o que faria, sinceramente, e ainda bem, é sinal que não passei (passámos) por isso.

    Nota: Hoje já ouvi um tipo americano a dizer que vão apresentar provas, só não se sabe quando. Parece lógico.

    ResponderEliminar
  8. Amigos,
    Para que saibam um pouco mais do que levou até todos estes extremos, aconselho as seguintes leituras:
    - O Americano Tranquilo
    - Coluna de Fumo
    - The Looming Tower
    Todos bastante bons e cheios de história(s) "interessante(s)".
    Abraço
    A

    ResponderEliminar
  9. Ora aí está caro A, literatura é cultura. Autores norte-americanos suponho (sei que tens lido vários bons escritores desses lados)...Para já e para variar um pouco estou a meio de um revivalismo nacional, os "Contos" de Miguel Torga (compilação de todos os seus livros de contos), literatura muito interessante pelo contexto (rural) e tempo em que se insere (40's?), e pela qualidade que ele tinha como escritor, mas depois podes fazer o favor de emprestar. Gostei dos últimos, aquele jornalista, o Fowley e do Don Delillo.

    ResponderEliminar
  10. Por acaso os "Contos" fui eu que ofereci ao pai. Penso que é uma excelente leitura de um dos grandes nomes da nossa literatura (a quem e à qual, muitas das vezes, não lhes é dado todo o valor merecido).
    Pois é, andei numa de americanos, mas agora estou com um britânico, que nunca tinha ouvido falar, mas que ganhou o MAN Booker Prize 2010.
    Para as férias já tenho guardado um que me deixou água na boca: "CIA, Um Legado de Cinzas".
    Abraço e boas leituras!
    Ah, e está aí a Feira do Livro...
    A

    ResponderEliminar
  11. Causa e consequência ou vice versa?
    Não interessa.
    "It's only business"
    Que o mundo será melhor sem este tipo de cavalheiro por cá, certamente, mas quem o criou e amamentou durante este tempo todo anda impunemente à solta.
    Ok , sou adepto da teoria da conspiração nesta matéria o que me leva ás seguintes questões:
    1º Onde vai ser o próximo atentado?
    2º Qual vai ser o país árabe a ser democratizado à força pelas tropas libertadoras dos USA?

    PS-Na Síria a população está a ser acalmada à lei da bala na tola mas as tropas da "comunidade internacional" (que nome tão pomposo) e supostos aliados estão na Líbia...
    Pois a Líbia tem petróleo... pormenores, pormenores...

    Abraço MT

    ResponderEliminar