
Não me lembro da data...tomara eu saber quando ensinei o meu irmão mais novo a tocar uma canção na viola, pela primeira vez. Acho que comecei por exigir Beatles e o “Let it be”. Começava em Ré maior. A canção apelava-lhe e era difícil o suficiente, mas ele aprendeu os acordes e foi por ali fora com uma facilidade impressionante (a sério, garanto-vos que não é por ser meu irmão). Passados uns anitos, já me estava a ensinar coisas novas de Kurt Kobain, Pearl Jam, e outras que se tocavam na época...como Manu Chao. Mas para além da sua época, tocou-me especialmente a maneira como ele reconheceu a genialidade de Roger Waters, a facilidade com que encontrou Bob Marley e a forma como em geral, assimilou as músicas intemporais. Era um homem do djambé e da viola, excedia os dois irmãos em talento natural mas penso que não o sabia e só agora me lembrei de lho dizer. Cantava timidamente, mas de quando em vez, mostrava algo que eu nunca consegui realmente. Genuinidade? A pureza da voz entre gargalhadas e a confiança de quem cantava para sempre, ainda hoje me espantam. E para sempre ele canta, para sempre ele ri, e para sempre ele está, em mim. Pensando nisso agora, até pode ser coisa de somenos, mas a sua voz é uma espécie de banda sonora na minha vida. Ainda o ouço, diariamente..."Said i remember...when we used to seat...". Paz.
Nota: Que seja também a banda sonora de uma menina muito querida que ele acompanhou e acompanha certamente. Dá-lhe uma força Zeca.
Pronto, eu já sei que não vai haver comentários ;) Agora a sério, é interessante como as pessoas se sentem, como hei-de dizer, assoberbadas por assuntos mais pessoais (e digo-o porque já mo comunicaram). Isto é um blog, e como tal é público, eu escolho tornar algo pessoal público, assumo-o. Por aqui aparecem, na maioria, pessoas que me conhecem e que eu adoro e respeito. O vosso "silêncio" ou as vossas palavras são aqui sempre entendidas como respeito de volta. Fiquem à vontade e como entenderem, agradeço-vos a todos a presença.
ResponderEliminar"...
ResponderEliminarand you know
even if he never told you so
even if he failed on anyway
if you feel like a castle in the sand
you can always take his hand
he's the one who'll lend a hand"
(check your mail....)
Demais esse pedaço de papel que tu tens, reconheço-me nele, mas numa fase muito naif, nem sei que canção era. Obrigado, bons amigos fazem sempre falta.
ResponderEliminarMais do que a saudade é esta dôr, dôr mesmo, física, no peito, assim mais para o lado esquerdo. E a alegria ao revêr as suas fotos, a relembrar o que cantava, o que dizia... Há que, mais do que sobreviver, viver!
ResponderEliminarE para ti Sandrinha, FORÇA!
A
Dizes bem A, viver, honrar a vida, ele faria o mesmo e acho muito bem, vamos em frente e com ele a nosso lado, testemunhando.
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