A EDP é só mais um exemplo daquelas empresas que actuam em monopólio e que só podem dar lucro. Presta um serviço público essencial a que todos nós, vivendo num mundo civilizado, temos que recorrer: electricidade. Que remédio temos nós...É claro que os seus gestores, lutando num mercado de tão dificil concorrência, são principescamente remunerados e merecem tudo o que é prémio, aliás, mereceriam até (arrisco-me a propor) o tal regime de excepção aos cortes salariais referido no último post.
A DECO explica que "na factura dos consumidores, em 2010, 31% traduzem os custos de produção de energia e 27% o uso das redes que conduzem a electricidade até nossas casas. A componente mais pesada, os “Custos de Interesse Geral” (42%), inclui verbas, entre outras, como o fomento às renováveis, rendas aos municípios e a amortização do défice tarifário. Há ainda a acrescentar os Custos para a Manutenção do Equilíbrio Contratual e os Contratos de Aquisição de Energia.". Portanto, pagamos tudo e dá cá mais uma palha em custos de interesse geral, tudo cabe naquele bolo, é à vontade do freguês. O Sócrates quer vangloriar-se a Hugo Chávez que tem energias renováveis, claro, nós pagamos, há um equilibrio contratual ou o que raio-o-parta para manter, ok, nós pagamos. "Trata-se de custos acrescidos, alguns sem relação directa com a produção e distribuição de energia eléctrica". Pois bem, eles preparam-se para aumentar esta rúbrica em mais de 30% face a 2010, que tal? Entretanto, a DECO "simulou o impacto de uma diminuição de 10% nas rubricas dos custos de interesse geral e concluiu que, em vez de depararmos com a proposta de aumento para 2011, tal levaria a uma redução nos preços próxima de 5 por cento.". Os meus parabéns ao António Mexia, assim percebe-se o porquê de ganhar mais, por exemplo, do que os presidentes da Microsoft e da Apple. É um grande gestor.
Nota: Parabéns (estes a sério), à DECO, que tem uma petição online para lutar contra esta situação. Eu fui o 4.987.º a juntar-me à causa, e vocês?

6.473º! Tou farta de ser roubada :(
ResponderEliminaribd
Esqueceram-se da maravilhosa "Conrtibuição audio-visual" para a RTP. No meu caso são 3,70 euros de 2 em dois meses. Liguei para lá a reclamar mas nada feito, tenho mesmo que pagar.
ResponderEliminarNL
E o mais engraçado é que a factura do condomínio do prédio onde vivo, que engloba as escadas e elevadores, também paga (!!!) taxa de audiovisual o que é absolutamente incrível! Também já reclamámos mas nada feito :(
ResponderEliminaribd
10.283 às 13:19!
ResponderEliminarO que mais podemos nós fazer?
Tio Bouça
Bouça, que tal uns cocktail-molotovs? :) Bom, ou então podemos sempre voltar à idade das trevas...o problema é que não sei como poderia actualizar o blog. Nota: A Cris recebeu a mensagem de parabéns, certo?
ResponderEliminarMas porque é que vocês não querem contribuir para o maravilhoso serviço público da RTP? Olha, olha, e a Praça da Alegria? e o Preço Certo? e a Judite Sousa? Ah pois é...essa da taxa audiovisual na factura do condomínio do prédio é de facto inédita ibd!!!
ResponderEliminarNota: Já ia nos 10.000 e tal?!? Incrivel ritmo, acho bem.
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderEliminarNão conheço nenhuma petição online que tenha tido um resultado prático, é inútil.
ResponderEliminarXô Leite tá muito lá, é mesmo à Sitio do Pica-pau amarelo LOL
ResponderEliminarNão sejas assim, vale pelo menos para avaliarem a participação popular...
Goiabada dji marmelooooo uh uh, uh uh
ResponderEliminarCuidado com o Socas, que o Socas te pega, te pega daqui, te pega de lá....
ResponderEliminar16992 às 16h12m...
ResponderEliminarEu já votei, inconsequentemente, claro está, mas disso eu já sabia quando o fiz...
Fil, isto é mais ou menos como a manif de ontem...é tudo muito bonito, mas fica tudo na mesma!!! Hoje já ouvi o Vieira da Silva, na Renascença, dizer que não serão alteradas as linhas orçamentais propostas pelo Governo...Desculpa o "palavriado"...eles estão bem a cagar-se se há manifestações ou não...
Este governo do "Sócas" tem atitudes e formas de governar que são uma verdadeira ditadura...e nós ouvimos, comemos e calamos...mai nada!!!
Raizão, eu confesso que hesitei relativamente à greve, mas pensei que tinha essa possibilidade ao contrário de muita gente que queria efectivamente fazer, mas não podia. E não podem por duas razões essenciais, em minha opinião: a questão financeira, completamente justificável para todos, ainda mais nos tempos que correm, e a outra grande questão, aquela que me custa resumir num nome mas que explica a maior parte do absentismo (grevistico, entenda-se) de parte do sector público e em especial do sector privado. É que continua a existir uma linha invisivel dificil de atravessar no mercado de trabalho, o "parece mal", o "chefe não faz, é melhor eu não posso fazer", o "tenho medo de que me olhem de lado", o "ainda me lixam por causa disto". Esta é uma razão pouco falada mas fortissima para todos nós, por vezes é "a razão". Também a acho plenamente justificável porque sei como é. Estando nós em plena maturidade democrática e dobrado que está o milénio, custa falar sobre isto mas existe, e em quantidades industriais. Isto daria para um post mas enfim...
ResponderEliminarResumindo, eu resolvi ultrapassar ambas as questões, custou-me mas fi-lo. Respeito perfeitamente todas as decisões, inclusivé quem não faz porque acha mesmo que não se deve fazer. Mas acho que pelo menos uma vez devemos mostrar aos tais ditadores que ainda temos pulso, que ainda mexemos e que não aceitamos tudo o que nos mandam. Esta foi uma das formas de luta que encontrei, mas há muitas mais. Encontremo-las.
Pronto, tudo bem... 20560 às 17:50
ResponderEliminarPara que fique claro o meu pensamento, eu resolvi ultrapassar ambas as questões expostas, mas porque estavam reunidas condições que me facilitaram bastante a decisão. De outro modo não sei bem. Para outros deve ter sido muitíssimo mais difícil, não duvido. Isto de fazer greve é algo de resultado muito duvidoso, mas para além de ir às urnas, talvez seja a segunda forma pacifica de afirmar uma opinião perante um governo. Que outros mecanismos temos, bem vistas as coisas?
ResponderEliminarXô Leite, o pessoal vai aderindo mais a estas coisas (deve estar no Facebook, o que ainda facilita mais).
Desculpa amigo mas eu não assino só pelo facto de ser promovido pela DECO...
ResponderEliminarA DECO que, sem dúvida, exerce um papel muito importante na nossa sociedade, testando cadeirinhas de bébé e a qualidade dos rissóis congelados vendidos nas grandes superfícies, tem vindo a adoptar uma postura muito politizada em determinadas situações que me levaram, apesar sermos sócios dos gajos cá em casa, a olhar meio de lado para o que apregoam.
Então agora é a das taxas "impostas" na factura da EDP...que bem...e que tal outra petição para abolir as taxas de utilização do subsolo que as Camaras cobram e que passam a aparecer nas facturas da EDP, das epal's e das empresas de gás? ou porque não uma petição que o consumidor não pague portagem quando a autoestrada está em obras?
Afinal não tem a DECO uma série de canais previlegiados de acesso às entidades competentes para resolver este tipo de situação? Não é a DECO uma organização de utilidade publica que deveria ser isenta comercialmente, e politicamente?
Se atentares às últimas intervenções publicas talvez encontres algumas coincidências de "rumo" ou de "assunto" preferido.
Se tal é por questões de marketing, então, que revejam os preços que eles próprios praticam aos associados. Com certeza poderiam manter-se isentos, e usar meios mais eficientes que as petições online.
abraço,
Meu amigo Filipe Rosa, é sempre um prazer recebê-lo nesta casa, antes do mais. Desconheço orientações parciais da DECO mas se tu o dizes, acredito e está errado se assim é (não assino nem acompanho muito a DECO, admito). Há obviamente "n" assuntos para intervenção mas concordarás comigo que é melhor haver alguem a defender alguns do que ninguem a defender nenhuns. Quanto a abolir as taxas de utilização do subsolo pelas Camaras não me posso pronunciar muito porque é uma (pequena) parte da receita da minha entidade patronal. Adianto-te no entanto, que todas as infra-estruturas, inclusivé de comunicação pagam taxas por direitos de atravessamento de território municipal (é Lei). O problema é que estas deviam incidir nas empresas que as exploram mas estas, para variar, passam-nas abusivamente para os seus clientes via factura. As câmaras não têm nada a ver com isso e é só mais uma demonstração de como as empresas que operam muitas vezes em monopólio usam e abusam dessa posição sem que ninguem faça nada. Comemos e pagamos. Abraço
ResponderEliminarNº 62557
ResponderEliminarPor acaso o fdp do Mexia era um bom gajo para fazer companhia ao "Pinóquio". Os dois com uns sapatinhos de cimento, largados na Boca do Inferno, era um regalo para a malta.
MA
MA, tu vê lá...calma com isso ;)
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