Para mim, Roger foi sempre a alma de uma banda que teimosamente e contra muitas convenções "cool" me marcou indelevelmente (e aqui aproveito para mostrar a minha cultura fazendo um paralelismo com “Indelibly Stamped”, álbum de 1971 que eu trouxe de Inglaterra e que ninguém do meu circulo conhecia). Bom, o que interessa é que nesse concerto, o meu cepticismo em relação a certos revivalismos ficou por terra mal ele cantou a primeira nota. Na verdade fiquei siderado, assustado, apreensivo...”Mas o homem vai cantar neste tom e com esta força o concerto todo? Com esta idade?”, pensei. Sim, cantou e marcou, eventualmente, o momento em que um músico mais me impressionou em palco. Enquanto pegava numa guitarra ou passava para o piano (quase sem rede, isto é, sem banda, apenas acompanhado por um excelente saxofonista - embora com a particularidade de, nesta ocasião, se fazer acompanhar pela Orquestra Metropolitana de Lisboa), foi recriando com a maior das simplicidades, as canções, que nunca me saíram dos ouvidos. Saí rendido, não só à simpatia e simplicidade do homem, mas também à sua qualidade como artista.
Vi-o mais uma vez no Crato, desta feita só ele e o tal rapaz do saxofone e afins, num concerto sem luxos de qualquer espécie. Duas vezes convencido, decidi que, sempre que for possível, não perderei uma oportunidade de o rever. Há pessoas a quem a gente agradece por simplesmente...continuarem. When everything's dark, and nothing seems right...God bless you Roger!
Coliseu, 31 Agosto 2006. Saí esmigalhado.
ResponderEliminarNL
Isso, obgd. Foi muitissimo bom e julgo que a tua sugestão foi preciosa. Um produtor tb se preocupa com os pormenores inspiracionais (isto existe?) do artista...Ossos do oficio ;)
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