24 de março de 2010

Mano nosso.

Neste dia próximo de 1 de Abril, o meu irmão, José Eduardo Marques Madeiras dos Santos, faria 27 anos. Paradoxalmente, no chamado dia das mentiras, nasceu a maior verdade que conheço até hoje: A vida oferece e a vida tira, mas o amor permanece, persistente, inesquecível, etéreo.

Quem já perdeu assim, conhece,
O circulo da dor:
Sem esquecer e sem lembrar,
Para poder continuar.

Enganados,
Como se esquecêssemos,
Lembrados,
Como se esquecêssemos,
Entregues ao tempo,
Que nada acaba.

Quem já perdeu assim, sabe,
O circulo do amor:
Perto do mar e do luar,
Para poder navegar.

Resignados,
Como se não amássemos,
Inconformados,
Como se não amássemos,
Entregues ao tempo,
Que nada apaga.

Desculpa o mau jeito mano, mas é o que consigo fazer…Bem sei que a tristeza não te faz jus, logo a ti, que irradiavas alegria, mas fica a lembrança. Até ao dia dos teus anos, dedico-te uns poemas a sério, de poetas a sério, alegres ou tristes (que são os mais bonitos, nós sabemos isso), fica prometido. Esta é a nossa semana.

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