Cinco mil pessoas…confesso que fico confuso quanto aos mecanismos ideais a adoptar pela sociedade perante tais seres. Mil perguntas se me colocam…ou muitas (poucas, ainda assim, quando comparadas com as vitimas de al-Majid): Qual a razão de existência desta "pessoa"? Nasceu e morreu para isto? Cumpriu a sua Missão na Terra? Será que este homem chegou a casa, beijou os filhos e a esposa e dormiu tranquilamente no mesmo dia em que dizimou milhares de famílias, com os seus filhos e as suas esposas?
Por outro lado, estamos a falar de um monstro ou de um homem como nós, que evoluiu para isto? Era esta a sua natureza ou terá sido corrompido pelo meio em que se desenvolveu? (Desengane-se quem achar que esta questão é de resposta simples, aliás, que diria Darwin se pudesse?)
Ainda, quais os verdadeiros motivos para perpetrar tais actos? Conformismo em relação ao poder e ideais estabelecidos, marioneta de outrem, preconceito, simples vontade própria, vingança, maldade ou medo, aquele medo profundo que extravasa em paranóia e extremismo, o mesmo medo que certamente sentiu na hora de ser sentenciado pelos seus pares? Como será julgado pelo Deus, que então se revelará ou não, como Deus verdadeiro? Encontrará o Deus-Pai que escolheu como seu, ou outro, que em última análise, o escolheu a ele como filho?
Para a humanidade, chamar-lhe monstro e enforcá-lo será o menor dos males. Mais difícil, infinitamente mais difícil, será responder às questões que pelo menos cinco mil pessoas não tiveram tempo de formular. Estas, testemunhas pretéritas e anónimas do mais cruel que há no Homem, provavelmente só perguntaram “Porquê?.
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