Ok, agora já posso oficializar, estou em recessão...
Entretanto, continuo à espera de ver os gajos que faliram o país e chamaram a Troika a serem julgados. Já este, o "jovem" Passos (que indirectamente, também foi chamado por eles e pelo PSD, sendo eleito por incompetência de alternativas), terá, em minha opinião, um rápido e meteórico trajecto politico. Ir para além da Troika e a este ritmo, parece ser um caminho demasiado perigoso e recessivo.
Ainda assim, e como os portugueses têm fama de hiper-tolerantes e posso enganar-me, estarei atento ao equilíbrio financeiro visado com estas medidas (...nunca dantes navegadas). Para que Passos continue até ao fim do mandato, será necessário que a mítica paciência lusa estique mais um pouco e não se esgote. O julgamento popular (ou pelo menos o meu) será bastante simples: Se com estes sacrifícios não conseguires resultados num espaço de um ano ou dois, então ainda és mais incompetente do que o filho-da-puta que vive à grande e à francesa em Paris (incompetente é uma palavra caridosa, naturellement). O nosso sangue é vosso, há muito tempo, mas atenção: Não o suguem tudo de uma vez ou a fonte seca!
"resultados num espaço de um ano ou dois"
ResponderEliminarNão sei ao que chamas de "resultados", mas se te referes a retomar os níveis anteriores à crise, ou sequer vermos a luz ao fundo do túnel, receio que estejas a ser demasiado ambicioso. Não acredito que seja sequer possível em dois anos sair da recessão. Foram muitos anos a crescer artificialmente e a consumir com o dinheiro do amanhã. Eu não acredito que em dois anos seja possível fazer-se nada de relevante a não ser apertar o cinto e pagar o muito que fomos comendo por conta. Se nos habituarmos em dois anos a viver como nos é devido já será muito bom.
Sim, porque de alguma maneira quem "comeu tudo" durante estes anos fomos todos nós, com carros que não conseguíamos pagar, apartamentos com créditos impossíveis e a juros irreais a perder de vista, índices de poupança miseráveis e no geral um padrão de vida muito acima do que nos era devido. Comemos tudo e não deixámos nada. E agora queres que a comida volte à mesa em dois anos? Hummm... não me parece!
Concordo contigo que dificilmente a paciência seja maior do que a fome de quem estava habituado à fartura e que assim a coisa descambe numa sequência de tentativas e erros com sucessivas mudanças no poleiro e consequente instabilidade. E a tua urgência em voltar à mesa é um mau prenúncio disso mesmo.
Temos sim que estar atentos ao que eles fazem, mas creio que será mais sensato esperar resultados a um ritmo mais moderado.
Cá estaremos para ver.
Quanto ao filho da puta que vive à grande e à francesa em Paris... às vezes anseio por um homem-bomba versão tuga, de bigode e garrafão de vinho que lá fosse arrumar com o assunto...
Tio Bouça
Touché. Se em dois anos conseguirmos entrar na trajectória certa e sair da ajuda internacional já será um feito. Mas temo que estejamos a entrar na espiral grega de austeridade/recessão/mais austeridade/mais recessão. Ouvi o 1º ministro ontem com muita atenção e fiquei (e ainda estou) deprimido. É que isto significa que a execução orçamental deve estar a ser uma completa desgraça. E agora, perante estas medidas, acho que será ainda pior... Como se sai disto? Não sei.
ResponderEliminarEspero, pelo menos, que as pessoas metam na cabeça de uma vez por todas que o seu voto (e a ausência dele) tem de facto consequências. Os principais responsáveis de tudo isto somos nós, o povo, que maioritariamente votámos num gajo que todos sabíamos ser um vigarista, só para não termos o incómodo de atacar os problemas. Aqui está o resultado. Estamos no pior momento da nossa história como país.
Depois, ontem quase parti a TV quando comecei a ouvir os jornalistas do costume a reclamar a responsabilização criminal dos governantes que nos trouxeram até aqui. Onde estavam vocês, grandes filhos da puta, durante os últimos anos? A destratar e descredibilizar as poucas pessoas que avisaram para esta desgraça, situacionistas de merda!!
Espero que quem possa, emigre, e desejo a melhor sorte a todos os que ficarem por cá. Isto é muito triste.
"Os principais responsáveis de tudo isto somos nós, o povo, que maioritariamente votámos num gajo que ..." é um plural MUITO singular porque a mim esse tipo nunca me enganou e nunca apanhou o meu voto!
ResponderEliminarPenso que 2 anos será, de facto, muito pouco tempo para sairmos do buraco, perdão cratera, onde estamos metidos...
Contudo não me resta outra alternativa senão dar alguma credibilidade a esta equipa governativa e ter esperança que as medidas agora tomadas sirvam para alguma coisa.
Sei que estamos todos deprimidos (e eu ainda mais...) mas se não dermos as mãos e não tentamos levar esta crise adiante duvido que tenhamos País daqui a uns tempos.
Vamos para a frente Portugal! Vamos arregaçar as mangas mais uma vez! Mas atenção: não deixemos que depois venham os socialistas, outra vez, distribuir o cheque mãmã, cheque papá, cheque dentista, cheque cócó, cheque, cheque, cheque e lixem esta merda toda outra vez!
ibd
UIII. Nâo sinto minimamente que tenha andado a viver acima das minhas posses. Isso é o que os políticos nos querem fazer crer, eles sim andaram a gastar o que o país não tinha, para se perpetuarem no poder.
ResponderEliminarFico no entanto mais descansado por terem encontrado finalmente o responsável pelo défice e pela ineficiência do Estado... O meu subsídio de férias.
Só espero é que os FP (os funcionários públicos), se unam e denunciem os FP'(os filhos da puta), porque nós conhecemos os podres todos deles e não custa nada denunciar as razões porque chegámos aqui. Podemos começar por consultar, divulgar e denunciar no: http://madespesapublica.blogspot.com/
Abraços
Meus caros, peço desculpa pela resposta tardia mas afazeres profissionais e outros, têm-me dificultado a tarefa de me manter actualizado. Mas aqui estou para comentar o mais cedo que pude. Aqui vai:
ResponderEliminar1.º Esclarecimento: Quando o Bouça diz "Não sei ao que chamas de "resultados", mas se te referes a retomar os níveis anteriores à crise" a resposta é não, seguida de um enorme "dahhhhh". Pareceu-me óbvio que não era isso (e não o assumirei como um insulto à minha inteligência) mas pronto, vou deixar passar for old times sake ;) O que eu exigirei (e acho que quase todo o povo português) é que perante as medidas mais fáceis e pesadas de sempre da história da democracia (pelo menos do lado da receita), se cumpram os indicadores acordados com a Troika num espaço de 1 ano ou 2. Falo do racio de deficit a que nos comprometemos (6,5% e 4 qq coisa em 2012 e 2013, se não me engano). Isto é o mínimo exigível e só nessa premissa aceito tais sacrifícios. Quem não chegar lá assim, nunca chegará a lado nenhum.
2.º Esclarecimento: Concordo com quase tudo o que aqui foi dito por todos, mas partidarizar a coisa, cara ibd, não chega para explicar o que se passou. Isto tem mais a ver com seriedade e competência, as politicas das alas moderadas do PSD e PS, nos dias de hoje, nem são assim tão diferentes, são precisos é homens de espinha vertical que as conduzam.
3.º Esclarecimento: Concordo também com o último comentário que julgo ser do MA. O chavão plural "Vivemos muito acima etc..." parece uma espécie de sound-byte à consultor, ou melhor dito, à comentador de TV. Conhecendo os que aqui o proferem, tenho a certeza que não significa o que parece significar. O que eu acho é que devemos ser mais rigorosos. O Tio Bouça, o Xô Leite e a ibd, por acaso, endividaram-se até falirem? Compraram carros que não podem pagar? Colocaram-se numa situação em que têm que obrigar os seus filhos a não terem uma prenda de Natal ou uma semana de férias na praia? Levaram-nos no extremo ao Banco Alimentar, ao trabalho infantil e à delinquência? Julgo que não. Terão então que dizer que "Nós", menos eu, o MA, O Tio Bouça, o Xô Leite e a ibd, vivemos acima das nossas possibilidades. Se forem ainda mais rigorosos dirão que os portugueses, menos uns quantos valentes milhões, viveram de facto acima das suas possibilidades. Pode-vos parecer uma ironia minha e uma figura de expressão, mas é precisamente esse o erro, que nos leva à desresponsabilização individual dos responsáveis pelos nossos destinos e dinheiros. A democracia não é uma carta em branco que se passa aos governantes, e nenhum português tem o poder real, senão os eleitos, de gerir ruinosamente as finanças públicas sem que nada lhe seja imputado.
4.º Esclarecimento (decorrente do anterior): Sendo o melhor sistema conhecido, não há democracia que resista à escolha entre um ladrão, um vigarista, um incompetente ou um lunático. Não tendo o voto em branco ou nulo qualquer poder que não estatístico, resta-nos a utopia de sermos todos (os 10,5 Milhões de portugueses) filiados num partido para tentar mudar o sistema de ascensão de um candidato num partido, e esperar, que haja uma maturidade, uma inteligência e uma sapiência colectiva (não sujeita a populismos nem promessas vãs) que nos permita escolher o candidato certo.
Por fim e de resto, assino quase tudo o que disseram. Pelo menos aqui, respira-se informação, liberdade de opinião e debate, pode ser pouco, mas ajuda ao conhecimento da realidade, e eu aceito as suas consequências desde que sejamos exigentes quando avaliarmos e julgarmos a competência de quem nos representa.
Epá, e espero que os portugueses aguentem para ver a luz ao fundo do túnel, temo que as pessoas percam a paciência e façam mais mal do que bem. Como disse, é fundamental estarmos atentos à execução orçamental e exigirmos resultados. Para além disso, importava que Passos explicasse muito bem quais são os buracos e a quem pertencem, faria bem a todos, especialmente a ele próprio.
ResponderEliminarVamos à luta!!!
Eu não posso falar por ti, pelo Leite, pela ibd, pelo MA nem por mais ninguém, mas em honra à verdade, eu devo reconhecer que há anos atrás eu consumi bem acima do que eu podia:
ResponderEliminar1. Endividei-me no valor de quase metade de um apartamento que para os meus padrões reais de então foi uma compra mais ambiciosa do que seria razoável.
2. Esgotei o plafond da empresa num carro que custava por mês uma pipa de massa quando podia ter andado com outro mais simples e ficava com a diferença para mim. Sacaria menos gajas (talvez apenas as que interessavam) mas sempre poupava mais dinheiro.
3. E com o que sobrou vivi muito bem, gastando mais do que gastaria se os juros fossem o que deviam ser e nisso poupei menos do que poderia ter poupado.
Tudo isto apostando que a vida me correria bem e que seria capaz de assumir os meus compromissos futuros. Olha-me o risco! Exactamente o mesmo que correram, sim, os milhões de portugueses que usufruíram do crédito como eu em bens acima das suas reais posses.
Hoje ganho mais do que antes e vivo menos bem do que vivia em termos materiais. Sinceramente acho que encontrei agora a minha realidade. Antes era uma ilusão.
Eu não acho que a minha história seja a excepção. Acho que é a regra.
Discordo de ti quando dizes que foi uma minoria que andou a viver acima das suas possibilidades. Acho que todos o fizemos com o excesso de dinheiro que jorrou da fausta geração de endividamento, logo dinheiro, logo crédito, logo consumo.
Não contesto a tua indignação com a incompetência de quem nos governou e nem a responsabilização dos mesmos. Se eu sou culpado, eles são criminosos! Só acho que temos todos demasiados telhados de vidro.
... menos tu, o Leite, a ibd, o MA,... mas tira-me desse rol. Eu não faço parte dessa liga de virtuosos.
Tio Bouça
O meu ódio é tal por esta situação que vou abster-me de colocar aqui um comentário mas que me apetece estender uma tarja em frente ao parlamento com os dizeres " A PUTA DA VOSSA MÃE SÓ VOS ENSINOU A ROUBAR???" lá isso apetece-me.
ResponderEliminarEsclarecimento ao Fil.
"Não tendo o voto em branco ou nulo qualquer poder que não estatístico"
Estás equivocado, o voto em branco é contabilizado como se de uma força politica se tratasse, ou seja , é o voto dos esclarecidos que olham para o menú das opções politicas e só lhes apetece vomitar.Eram cerca de 98mil nas eleições do último reinado do sócrates e cresceram para cerca de 170mil nas últimas eleições. Percentualmente é a força politica que mais cresceu. Claro está como esta força democrática é um atentado aos cargos governativos é sevido nas televisões em nota de rodapé , juntamente com os votos nulos, para te levarem a crer que votar em branco é inutil quando de facto é precisamente o contrário.
Se atigir os votos necessários tal como as outras forças partidárias o voto em branco elege um "não deputado", menos um tacho, e se atingir uma maioria absoluta como não podemos ficar sem governo há novas eleições com a particulariedade de não se poder repetir o menú anterior , neste caso ficavamos sem coelho na ementa entre todos os outros.
Tivemos essa oportunidade mas... fomos só 170mil. Não chega
( estatisticamente fomos o 6º partido mais votado. )
Abraço
MT
Caro Bouça, dps de ver a tua filha absolutamente fantástica via Skype, estou meio-babado e atordoado. Há coisas de facto muito mais giras do que expor pontos-de-vista numa situação destas. Ainda assim e dps da nossa frutuosa conversa, estou disposto a excluir-te da lista dos virtuosos e bem assim, a todos nós. Acrescento apenas que apesar da tua honestidade não considero nenhum de nós como a personificação dos governos que nos assolaram, nem é essa verdadeiramente a questão. Discordamos apenas no grau de responsabilização dos agentes que aliciam e são aliciados, especialmente atendendo ao grau de sofisticação de cada um deles.
ResponderEliminarCaro MT, tens a certeza de que "Se atigir os votos necessários tal como as outras forças partidárias o voto em branco elege um "não deputado", menos um tacho"? É que eu estou certo que não é assim, e passaria por aí uma certa moralização do sistema democrático.
Ouvi hoje a tentativa de explicação do deficit por Passos Coelho. Tenho a certeza de que o buraco que herdou é enorme e deverá superar os 2.000 M € (fora o que ainda anda escondido) mas parece que àquele já se juntou mais qualquer coisa por via de receita não cobrada, nomeadamente venda de património não realizável (?!). Parece claro que a execução orçamental já derrapa a olhos vistos (como disse o Xô Leite), o que é um péssimo sinal.
ResponderEliminarPior sinal, é a tentativa atabalhoada de Passos para explicar exactamente a que se deve o buraco, pareceu-me confuso. Temo pela competência deste gajo, sinceramente. Mas pronto, vou tentar informar-me melhor para não me assustar, pode ter sido impressão minha.
Tio Bouça dixit: "gastando mais do que gastaria se os juros fossem o que deviam ser"
ResponderEliminarMas és alguma criança, que precisa que um adulto te controle a mesada? Please...
Abraço
A
P.S. - Já tinhas saudades disto, confessa...
Caro A, estava a ver que não aparecias;)
ResponderEliminarA questão aqui é que não há crianças nem adultos, nós adaptá-mo-nos aos tempos e vivemos conforme os tempos, pelo menos a maioria. Pagámos os impostos que nos pediam e deixámos governar quem era suposto governar e saber o que estava a fazer. Não vivemos acima, vivemos conforme podíamos e confiámos nos nossos lideres e instituições. Quem quiser que enfie essa carapuça. Quem escondeu dividas e enriqueceu ilegitimamente, quem tem fortunas em off-shores à custa dos outros e nem impostos paga, quem devia fiscalizar e calou o bico à conta de sabe Deus o quê, quem tinha o dever de informar e assobiou para o lado (incluindo os tais de que fala o Xô Leite) que enfie a carapuça, e esses são uma minoria, repito, uma minoria e muitas vezes identificável....Eu não me misturo com Sócrates, Almeidas Santos, Jardins Gonçalves, Coelhónis, Armandos Varas, Albertos Joãos, Oliveira e Costas, Dias Loureiros e afins, meus caros, recuso-me. É nessa minoria que estão os milhões desviados e o endividamento desregrado, e é para pagar isso que vai a parte da redução de salários, pensões, cortes nos subsídios, aumentos de impostos e toda a depressão, falências e pobreza com que convivemos. Experimentem abater as dividas escondidas, os montantes de investimentos ridiculos escondidos ou visiveis, os submarinos, a nacionalização do BPP, os financiamentos partidários, as luvas dos Free-Ports e negociatas afins à Despesa Pública. Tinham ou não tinham um Orçamento equilibrado? Isto está identificado e tem caras, os bois são conhecidos e têm nomes, e daí eu dizer: Não somos NÓS nem os PORTUGUESES, são meia-dúzia que para nosso infortúnio são portugueses. Não utilizem o plural só porque compraram uma casa, isso não é nada, vocês não são ladrões nem corruptos.
E a propósito, até a questão do endividamento para comprar casa como se fosse uma irresponsabilidade é um disparate. A maioria (mesmo os mais conscientes e informados) seguiu o que o mercado e agentes económicos determinavam como normal. A opção era, ou vives com os teus pais a vida toda, ou tens uns pais que te oferecem uma casa, ou fazias um empréstimo com hipoteca de um bem que era teu (alugar não era opção porque por preço idêntico, o bem não era teu e o mercado de arrendamento era ridículo). O banco avaliava a casa, emprestava um montante abaixo do valor (como margem de segurança), e o negócio era bom para todos, uma vez que o imóvel valorizava sempre. Isto era a realidade e nenhum economista mundial disse alguma vez que não era normal fazê-lo. Nenhum!!! Somos inconscientes por tê-lo feito? O Bouça diz que fez um empréstimo de metade do valor do imóvel o que nas suas palavras "foi uma compra mais ambiciosa do que seria razoável". Ah sim? Meu caro, isso é um luxo a que tu te pudeste permitir, um privilégio pouco comum, porque para mim e para a maioria, a única opção era obter o financiamento de 100% do valor da casa. Quer dizer, posto isto, fomos todos inconscientes e fizemos compras ambiciosas? Deixámos de ser virtuosos, como tu ironizas, por causa disso? Tu deixaste de ser virtuoso? Deixa-me rir, a ambição legitima é ter um tecto ou achas que as nossas casas e as da maioria dos portugueses são apartamentos de luxo? (...cont)
(...cont) Confesso que tenho dificuldade em entender estes argumentos de inconsciência da maioria dos portugueses. Quer dizer, os gajos são eleitos, representam-nos e tratam de gerir os dinheiros públicos, constroem estradas sem portagens, criam administrações para tudo o que mexe, distribuem boys por tudo o que mexe, distribuem luvas por tudo o que é privado e amigo, e a malta, que tem muita coisa com que se preocupar para além de conferir o OE mês-a-mês (que de resto é função deles), é que andou a gastar mais do que podia? Quando os gajos constroem uma SCUT para ligar uma determinada região, os portugueses reúnem-se todos em Assembleia e vão discutir a viabilidade daquilo? Fazem um estudo em vez dos eleitos e decisores? É assim? Ah e tal, os portugueses (que vivem acima do que podem) reuniram-se e decidiram que o vosso investimento não pode ser feito, ou então queremos pagar portagens! Aí é que eles ficavam sem nada para fazer senão passear em carrões de luxo e ir a festas!!!
ResponderEliminarEpá, repito, em alguns casos há culpa própria (em coisas como contrair um empréstimo para ir às Caraíbas, comprar LCD's para a sala, para o quarto e a cozinha, etc...), mas essa de termos todos uma consciência superior e uma iluminação económica colectiva que nos permita contrariar o mercado e o que os políticos nos dizem que é possível fazer e que nos traz beneficio (ponderando ao mesmo tempo os custos do Hospital ou da Estrada que vem para a nossa região) é uma utopia e um absurdo. Há pessoas que nem ler sabem, isto é o nosso país ainda. Essa tarefa é a dos eleitos, foram lá colocados para pensar sobre custos e benefícios, para gerir dinheiro de todos nós, são pagos para isso, e esses é que deverão ser responsabilizados por gestão danosa!
A discussão é rica, e parece-me que as ideias estão claras. O que nos distingue não é tanto a responsabilidade dos governantes mas sim a extensão da responsabilidade dos cidadãos.
ResponderEliminarEu acredito que nós somos duplamente responsáveis:
1. Enquanto agentes económicos, porque optámos por consumir quando poderíamos ter poupado. Se analisares a Tx de Poupança dos países europeus, a nossa é a segunda mais baixa (5,6%, segundo o INE). Dirão que poupamos pouco porque somos pobres e precisamos gastar para ter o essencial, mas o facto é que a Irlanda tem o triplo da nossa, e não consta que sejam tão mais ricos que nós. Acresce que se olharmos para os anos 70 a nossa Tx de Poupança já foi de mais de 30%. Éramos mais ricos? Não. Vivíamos dentro da nossa realidade. Depois deixámo-nos iludir por um consumismo feroz que decorre tanto das condições que os governantes irresponsavelmente criaram com juros baixos e crédito farto, quanto decorre de uma crise de valores. E eu não aceito que os valores de uma sociedade decorram apenas dos seus líderes e governantes.
Discutir a governação e não focar nos nossos valores é escamotear metade do problema. E isso parece-me grave.
Muitos de nós, passámos a viver ganhando pouco mais e gastando muito mais. A prova de que isso era irreal e desnecessário é o facto de que depois da crise a nossa Tx de Poupança ter subido para 7,2% (ou 11,2%. - as fontes discordam do valor mas a subida é consensual), ou seja, reduzimos o nosso consumo a um ritmo maior do que a queda dos gastos. Para mim, estamos a reencontrar a nossa realidade. Não faço a apologia da pobreza - apenas a constato. Sempre cá esteve, apenas maquiada. Claro que eu pude comprar uma casa e um carro melhores e financiar metade. Mas podia ter comprado uma casa e um carro menores e não financiar nada. Quer eu quer a economia sairiam a ganhar e não iria passar fome nem necessidades. Tenho (Temos?) culpa, sim.
Claro que o consumo foi estimulado por governações desastrosas, e nisso endosso tudo o que aqui já foi dito acompanhando-vos na vossa indignação, mas até aí remeto para nós, cidadãos, de novo a responsabilidade, porque:
2. Enquanto votantes fomos nós que os lá pusemos e repusemos a despeito de serem tão claramente vigaristas, e só porque "Ah e tal, a outra é muito austera e liberal e quer alienar património para equilibrar as contas públicas". Olhando para as notícias sobre a privatização, agora forçada, das nossas "jóias da coroa" não podemos deixar de lembrar de quem anteviu esta necessidade e foi refutada por nós, cidadãos. Toma!
Não Filipe, não seria necessária a criação dessa entidade fiscalizadora das decisões do Governos. De facto seria utópico e ridículo. Bastava que a malta tivesse votado melhor. Ou achas razoável que se tenha votado a segunda vez no Sócrates? Talvez aches razoável que tenham votado na primeira, mas para mim, até esse primeiro voto traduz a nossa incompetência e ingenuidade enquanto votantes.
E menos normal ainda foi a votação expressiva que ele teve na terceira eleição. Eh pá, desculpa lá, mas tu achas isto normal? Achas que é coisa de gente responsável? O povo mete lá aquele anormal por duas vezes, dá-lhe uma votação expressiva depois de ele já ter feito a merda toda e ainda nos queres eximir de culpa?
Eles têm muita culpa! Têm sim senhor. Mas enquanto não assumirmos a nossa estamos condenados a ver o filme repetir-se mais e mais vezes.
Ao fim desta exposição registo a tua atenção na fiscalização da actuação do governo. Vou partilhar desse teu bom exemplo. Não é tão difícil fazê-lo, pois não? Pergunta a ti mesmo se sempre olhaste para isso (coisa tão fundamental nas nossas vidas) com a atenção que dedicas hoje em dia. Olha, eu não, e ponho a mão no fogo que a maioria não queria nem saber disso para nada. Talvez se tivéssemos assumido essa responsabilidade básica teria sido possível o país acordar para o buraco em que estava a entrar antes de o leite derramar. Agora apanhemos. É bem feito!
Tio Bouça
Meus caros,eu não sou do tempo em que o Pais não estivesse em crise,acho que nem os meus Pais, nem avós nem bisavós...aliás crise é segundo nome de Portugal...seja então Portugal Crise e Choradinho o nome completo do nosso canto. Ao contrário da maioria dos cidadãos deste Pais, nunca me revi no nome de família (Choradinho),não gosto de chorar ,muito menos por aquilo que até não nasceu torto,mas que tarde ou nunca se irá levantar...Não gosto da conversa de café, em que todos choram, por se encontrarem na miséria..serem constantemente assaltados, seja pelo Estado,pelo patrão,seja pelo xico esperto de ocasião,o choro só ás vezes é interrompido,pelo toque da maçã, e eles lá limpam as lágrimas,e sacam do seu Iphode xpto...terminada a chamada e garantida a mesa num dos bons bonitos e nada baratos comedouros da Cidade, voltam ao pranto, queixando-se de tudo e de como o Pais é miserável,jurando porém com toda a sua Ira e profundamente injustiçados,farão tudo o que estiver ao alcance,para f#der o Mundo, começando pela produtividade na entidade patronal.Aqueles a quem a vida sorriu com um cargo de empresário ou trabalhador por conta própria,reza agora aos santinhos,para que lhes salve o couro,e aos seus pobres quadros pede compaixão,e que se passe uma borracha por todos aqueles anos em que o negócio prosperava,e que,com isso,conseguiu comprar aquele apartamento em condomínio privado,com porteiro e squash, enquanto os outros, os verdadeiros artistas no florescimento do negócio, viam o seu ordenado do tamanho de um T0 na Rinchoa,precisando de 3 ou 4 transportes e de alguma horas de viagem para chegarem a horas à mão do BOSS, que chegava sempre bem montado no seu Deutsch Auto wild Duck!
ResponderEliminarNeste nosso Pais,sempre se viveu a desrespeitar o próximo, e fazendo da fuga aos impostos e da filha da putice uma arte apenas ao alcance dos predestinados,reprovável por todos, mas que TODOS gostavam de a ter como arte...(cont)
(cont)...Não posso falar do tempo do fascismo, mas posso falar do tempo do capitalismo, não posso dizer que já passei fome, mas posso garantir que já comi melhor!
ResponderEliminarOlhando para este novo Mundo de interesses Financeiros,duvidosos e brutalmente especulativos,dou por mim, com uma expressão de TóTó, de sorriso triste e envergonhado, e pensando..Mas do que estamos à espera? Se a esquerda(PS)lol e a direita moderada (PSD)lol, não dão uma para a caixa,aliás não dão para nada, só tiram e riem, e nós revolucionários de mesa de café,continuamos a chorar a insultar em surdina os incompetentes que (di)gerem o nosso Pais, esquecendo que fomos nós o POVO que os elegemos, indo às urnas ou ficando na mesma mesa de café de sempre,fanfarronando que jamais iremos votar em incompetentes de colarinho branco...
Assim,resta-me continuar a sorrir,trabalhando o pouco que ainda tenho para trabalhar, porque sou empresário, e já vivi melhores dias, mas tenho esperança que um dia a Luta que se trava todos os dia à mesa do café saia à Rua e que o Povo perceba de uma vez por todas, que é ele que paga é ele que ganha e é também ele que gasta, e quando entender estes 3 elementares factores, perceba também que é ele que MANDA!
Artigo 21.º
Direito de resistência
Todos têm o direito de resistir a qualquer ordem que ofenda os seus direitos, liberdades e garantias e de repelir pela força qualquer agressão, quando não seja possível recorrer à autoridade pública.
Despeço-me com amizade, deixando um pouco de uma letra escrita pelo amigo Boss AC...mas adulterada (não me leves a mal Boss)
Sem kumbu não passa nada...
Não há comida na mesa não há renda logo não há casa!
Não há sapatos prós miúdos
Mas há bebidas prós graúdos ,não há livros não há estudos
Sem kumbu não há financiamentos da UE o people do café como é que é ?
Há roupa de marca
Não há champanhe mas há cervejola
não há costeleta sem kumbu não há bife de vaca
Há computador mas não há internet
Há LCD,mas não tenho guito pá televisão digital terrestre!
Há griff e a atitude é só fachada
E o telemóvel só serve para receber chamadas
P.S: Uma passagem pela sabedoria popular,aproveitando a conversa de café,entre dois dos nossos grandes revolucionários anónimos:
-Este governo para o Pais é uma mais valia!
-Uma mais valia? Como assim?
-Mais valia ir pró caralho!!!
-----------------------------------
P.P.S: já agora e isto é que é importante...
Como é que ficou o BENFICA!
A discussão está boa, mas acho que isto só lá vai à PORRADA.
ResponderEliminarEstá aqui a luz ao fundo do Túnel:
http://economico.sapo.pt/noticias/militares-avisam-governo-que-estao-com-a-populacao-contra-a-austeridade_129069.html
Com sorte ainda se consegue pendurar o Sócrates no braço direito do Cristo-Rei, para pagar pelo que fez e para ver se estes também ganham algum respeito pela malta.
MA
"Bastava que a malta tivesse votado melhor. Ou achas razoável que se tenha votado a segunda vez no Sócrates? Talvez aches razoável que tenham votado na primeira, mas para mim, até esse primeiro voto traduz a nossa incompetência e ingenuidade enquanto votantes."
ResponderEliminarQuase 100% de acordo, um erro toda a gente comete e faz parte do método cientifico.
"E menos normal ainda foi a votação expressiva que ele teve na terceira eleição. Eh pá, desculpa lá, mas tu achas isto normal? Achas que é coisa de gente responsável? O povo mete lá aquele anormal por duas vezes, dá-lhe uma votação expressiva depois de ele já ter feito a merda toda e ainda nos queres eximir de culpa?"
Aí concordo ctg mas isso era eu a pensar, acho que os portugueses, de facto, erraram e sofri na pele, mtas vezes e junto de pessoas próximas o peso de ter uma opinião pessimista em relação a Sócrates. Mas aí, contraponho com o que já tinha dito antes: Nem sempre a democracia nos facilita a escolha, pelo simples facto de as conceder. O 2.º mandato já foi um erro brutal dos portugueses e eu fiz o que pude para o denunciar. Mas caramba, o poder de voto não te permite condenar toda a gente porque está limitado e condicionado. Repito a ideia, a democracia é o melhor dos sistemas que conheço mas está limitado ao que há na altura, aos marketing, à manipulação e em última análise, a uma consciência e maturidade que os povos ainda não desenvolveram.
Caro Fil
ResponderEliminarO voto em branco ou no PSD ou noutra porra é contabilizado rigorosamente da mesma maneira.Não sei qual o parágrafo ou lei ou artigo que o sustenta mas votar em branco é, digamos, constitucionalmente um direito de quem acha que nenhum dos politicos ou forças politicas presentes serve os interesses do eleitor. É a tua (nossa) alternativa.
Quanto ao resto concordo que isto só vai lá á porrada, porque de outra maneira teriamos que mudar a mentalidade de este povo o que me parece ser bem mais dificil do que pegar em paus e calhaus. E gente deseperada nasce todos os dias.
Aguardemos porque parece-me que a procissão (a nivel global) ainda vai no adro.
MT
MT, é contabilizado mas não tem reflexo nas cadeiras do Parlamento, como tu davas a entender. Eu de resto, acho que é um erro. X votos brancos/nulos, menos Y lugares, assim se moralizava e poupava.
ResponderEliminarTemos rap no blog, pessoal, e há humor, "pendurar o Sócrates no braço direito do Cristo-Rei" tá demais LOL
Menos mal, de resto subscrevo a ideia do Bouça que está aqui uma oportunidade para olharmos com mais atenção para a execução orçamental, se eles não o conseguem fazer, fica mais esta missão para os portugueses. Depois, é despedi-los e logo aí se poupam muitíssimas despesas e fraudes. A propósito, a Bélgica, que já tem o recorde de dias sem Governo, acabou de apresentar resultados auspiciosos na sua economia. Que tal, para exemplo de best practice?
Ah, e esta conversa dos militares é de levar em conta...além disso, acabei de ver na TV as manifestações dos indignados, que já começam a ser muito significativas. Confesso que temo por isto tudo e vou repetir a ideia que deixei nos post:
ResponderEliminar"Para que Passos continue até ao fim do mandato, será necessário que a mítica paciência lusa estique mais um pouco e não se esgote. O julgamento popular (ou pelo menos o meu) será bastante simples: Se com estes sacrifícios não conseguires resultados num espaço de um ano ou dois, então ainda és mais incompetente do que o filho-da-puta que vive à grande e à francesa em Paris (incompetente é uma palavra caridosa, naturellement)."
Tragam os nomes que falei acima para serem julgados, isso é um principio elementar de justiça que faria as pessoas perceberem que não há impunidade (curiosamente, julgo que a JSD está a a tomar uma iniciativa deste género). We'll be watching you!!!
Gostei do comentário do anónimo lá de cima, menos do P.P.S. ;) ah, e ganhou 2-0, como o Sporting (este sim, interessa)
ResponderEliminarEstive a pesquisar:
ResponderEliminarPara as eleições presidenciais vale a Constituição que diz:
"Artigo 126.º
Sistema eleitoral
1. Será eleito Presidente da República o candidato que obtiver mais de metade dos votos validamente expressos, não se considerando como tal os votos em branco.
2. Se nenhum dos candidatos obtiver esse número de votos, proceder-se-á a segundo sufrágio até ao vigésimo primeiro dia subsequente à primeira votação.
3. A este sufrágio concorrerão apenas os dois candidatos mais votados que não tenham retirado a candidatura."
Fica claro no ponto 1. que são excluídos os votos em branco.
Quanto às Legislativas vale a LEI ELEITORAL DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA Lei n.o 14/79, de 16 de Maio [1]
"ARTIGO 16.o
Critério de eleição
A conversão dos votos em mandatos faz-se de acordo com o método de representação proporcional de Hondt, obedecendo às seguintes regras: a) Apura-se em separado o número de votos recebidos por cada lista no círculo eleitoral respectivo;
b) O número de votos apurados por cada lista é dividido, sucessivamente, por 1, 2, 3, 4, 5, etc., sendo os quocientes alinhados pela ordem decrescente da sua grandeza numa série de tantos termos quantos os mandatos atribuídos ao círculo eleitoral respectivo; c) Os mandatos pertencem às listas a que correspondem os termos da série estabelecida pela regra anterior, recebendo cada uma das listas tantos mandatos quantos os seus termos na série; d) No caso de restar um só mandato para distribuir e de os termos seguintes da série serem iguais e de listas diferentes, o mandato cabe à lista que tiver obtido menor número de votos."
Pese embora a complexidade da explicação observem como na alínea a. fica claro que são apurados os votos que cada lista recebeu, o que exclui por definição os votos em branco que obviamente não foram para lista nenhuma.
Isso significa que não são considerados sequer como base de contagem, ou seja, no extremo se 11% dos votos fossem do PSD, outros 9% dos PS e 80% em branco, cada partido teria metade dos assentos e o que tivesse mais votos geriria com 11% dos votos os destinos de 100% dos portugueses que responsavelmente teriam ido votar em desacordo com esse resultado e com as políticas por ele propostas.
Isto coloca o votante responsável perante um dilema terrível: Ou vota num candidato no qual não se identifica ou vota em branco facilitando assim a entrega de ainda mais poder ao vencedor no qual não se quis votar.
Não é preciso ser brilhante para entender que isto só interessa mesmo aos políticos.
Para tornar isto mais produtivo termino sugerindo que assinem a seguinte petição:
http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N9674
Tio Bouça
Estou perplexo, confesso.
ResponderEliminarNeste caso votar em branco ou abster-se de votar tem a mesma relevância e consequências. Isso nem sequer é democrático e há aqui algumas incongruências. O voto em branco é um voto válido e se na eleição do PR exclui-se estes votos ( o que á partida parece-me totalmente anti-democrático )nas legislativas é certo que o branco é contado da mesma maneira do que os votos nas restantes listas nunca adquiriu foi o peso e relevância necessária para (não) eleger o seu representante tal como o POUS ou o MDP, etc..etc... Aliás na referida alinea a) não está excluida a lista "branco"
Vou tirar isto a limpo quando for á sede do partido e se induzi alguém em erro desde já peço as minhas desculpas.
MT
Caro Bouça,
ResponderEliminarComo vês, quando escreves que "Isto coloca o votante responsável perante um dilema terrível: Ou vota num candidato no qual não se identifica ou vota em branco facilitando assim a entrega de ainda mais poder ao vencedor no qual não se quis votar.", sublinhas, e bem, exactamente o que quero dizer com "Nem sempre a democracia nos facilita a escolha, pelo simples facto de as conceder. O 2.º mandato já foi um erro brutal dos portugueses e eu fiz o que pude para o denunciar. Mas caramba, o poder de voto não te permite condenar toda a gente porque está limitado e condicionado." Essa é uma, entre outras, das atenuantes à extensão de responsabilidade aos cidadãos, conforme tentei (exaustivamente) explicar. Podemos discordar neste ponto, e eu respeito isso, mas concede-me pelo menos esta óbvia atenuante.
Caro MT, tira isto a limpo sim. Se te perguntarem como foste informado, diz-lhes que há um espaço na net com pensamento livre e onde se procura informar, discutir ideias e opiniões, e em última análise aprender ;)
Desculpem a demora mas demorei um pouco a tirar isto a limpo.
ResponderEliminar" Tio Bouça " tens a razão do teu lado e contra factos não há argumentos. Obrigado pelos esclarecimentos.
Estou equivocado pelo menos à 20 anos, o que não é grave tendo em vista que provavelmente os perto de 170mil eleitores, salvo erro , que votaram em branco nestas últimas eleições também o estão.
Quando surgiu pela minha parte a duvida da utilidade ou futilidade do voto em branco à 20 anos atrás, mais mês menos dia, foi a explicação que defendi que me foi dada e durante este tempo todo não contrariada.
PORRA... Faço parte das mesas eleitorais desde que voto, discuto e defendo o voto em branco em todos os actos eleitorais, cheguei a ser candidato a uma assembleia de freguesia e a maior parte do pessoal com que discuto isto são,foram ou vão ser elementos com uma vida politica activa e nunca ninguém me disse que estava errado. Bolas!!! Estão todos enganados??? Só conheci burros??? Isto sim é grave.
Oportunamente gostava de colocar uma questão relativamente a este engano porque não creio que a minha (nossa) convicção errada sobre este assunto seja só fruto de mal entendidos , explicações erradas ou somente preguiça de ir á net e pesquisar sobre a lei eleitoral. Garanto que durante estes anos todos nunca senti necessidade de indagar se estava certo ou errado sobre esta matéria.
Um abraço
MT
Não acredito em vampiros mas que eles existem...existem