O Presidente da República diz que a medida, ao não afectar o sector privado, viola “um princípio básico de equidade fiscal".

As Parábolas, são pequenas narrativas com uma moralidade, com uma lição, que pode ser tanto implícita como explícita. São parte integrante da Bíblia (e bastante interessante, na minha opinião) e foram proferidas pelos profetas e por Jesus Cristo, que as usava para ensinar os seus discípulos. Aliás, aparentemente, segundo Marcos 4, versos 11-12, eram utilizadas por Jesus para que somente os seus discípulos as entendessem plenamente.
Vem isto a propósito das declarações de Cavaco Silva. Não é que as palavras dele não sejam perceptíveis e claras, mas o que se discute mais não é o seu sentido, mas antes os segundos sentidos (como por exemplo, abrir as portas a Passos Coelho para, num futuro próximo, alargar a austeridade ao sector privado). Também o timing e o facto de expressar a sua opinião publicamente, quando noutras ocasiões se absteve de o fazer, levanta mais interrogações do que certezas. Qual a verdadeira lição? Que ventos aqui se semeiam? Porquê agora? A quem se dirige realmente, ou melhor, quem são os "discípulos"? É que se forem os portugueses, não me parece que a tenham entendido plenamente, pelo menos para já...
Parábola do Semeador
"Eis que o semeador saiu a semear.
E quando semeava, uma parte da semente caiu ao pé do caminho, e vieram as aves, e comeram-na;
E outra parte caiu em pedregais, onde não havia terra bastante, e logo nasceu, porque não tinha terra funda; Mas vindo o sol, queimou-se, e secou-se, porque não tinha raiz.
E outra caiu entre espinhos, e os espinhos cresceram, e sufocaram-na.
E outra caiu em boa terra, e deu fruto: um a cem, outro a sessenta e outro a trinta.
Quem tem ouvidos para ouvir, ouça".
E quando semeava, uma parte da semente caiu ao pé do caminho, e vieram as aves, e comeram-na;
E outra parte caiu em pedregais, onde não havia terra bastante, e logo nasceu, porque não tinha terra funda; Mas vindo o sol, queimou-se, e secou-se, porque não tinha raiz.
E outra caiu entre espinhos, e os espinhos cresceram, e sufocaram-na.
E outra caiu em boa terra, e deu fruto: um a cem, outro a sessenta e outro a trinta.
Quem tem ouvidos para ouvir, ouça".
(Mateus, XIII, 3 a 9).
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