19 de julho de 2011

A boa sorte

Quase no fim do livro de Halldór Laxness, "Os peixes também sabem cantar", a avó adoptiva de Álfgrímur Hansson, personagem principal e narrador, diz-lhe: "A boa sorte que acontece devagar é melhor".

Achei a frase tão simples que a reli várias vezes, quase sem querer. O contexto que precedia aquela afirmação peremptória era tanto ou mais surpreendente. Ela dizia-lhe que "felizmente (...) nunca tivemos demasiadas ocasiões especiais nesta casa", ao que ele retorquía surpreendido,"disseste felizmente, avó?". E daí nascia a frase da anciã, "a boa sorte que acontece devagar é melhor".

Reservo para mim um entendimento mais profundo e contextualizado sobre estas palavras mas tocou-me o facto de uma visão aparentemente pessimista conter, afinal, um lado optimista. Parece ser um daqueles pensamentos que nos compensa a desilusão semanal do Euromilhões, não? Talvez não, mas de qualquer modo senti necessidade de partilhar esta ideia, não sei porquê, confesso.

4 comentários:

  1. Eu gosto mais da sorte assim à bruta!!

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  2. E se quiseres eu posso dar-te uma injecção no céu da boca. Assim podes sempre buscar o lado optimista da coisa e entrar em êxtase no processo.
    Queres? Sim? Queres?

    Tio Bouça

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  3. Já percebi que vocês gostam é à bruta, seus tarados!

    FIL

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  4. Mariconços que andam nos dentistas e põe aparelhos nos dentes e depois ainda se queixam...Estética correctiva e o camandro, isso é lá coisa de macho!!!

    FIL

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