7 de setembro de 2010

Palhaços!

O palhaço português a que dedico este texto não tem nada a ver com o palhaço, português ou de qualquer outra nacionalidade, que exerçe a sua profissão honradamente. Este último, tem a mais dificil das missões: A de fazer rir o mundo. Este último, é confrontado imediatamente com a sua capacidade ou incapacidade profissional no exigente espelho da plateia, no reflexo do silêncio incómodo dos anónimos ou da imensuravel e recompensadora gargalhada das crianças. Este último, aliás, é julgado na hora e compreende o veredicto, na hora.


O palhaço a que me refiro tambem faz poses, mas de sério, veste fatos de costureiro italiano, age como pessoa de valor e pergaminhos, fala como gente importante, mas nunca é responsabilizado pelos seus actos, nunca sente o juizo da plateia, nunca sente o "feed-back" do público. E mesmo quando sente, faz que não sente, o que ainda é pior. Vive num outro mundo, tem um ego gigante que não se compadece com sentido de estado nem com bem colectivo. Sem ou com nariz vermelho ou sapatos gigantescos, não se importa de ser vaiado porque a sua actuação é para ele mesmo, ele é artista e público, arguido e juiz. Está sempre bem, a culpa nunca é dele e assim, comporta-se como se fosse sério, como se o levassem a sério. O palhaço português a que me refiro é uma vergonha que tem que ser arrastada para fora do palco, erradicada de tal forma, com consequências tão visiveis e peremptórias, que ninguém lhe queira seguir as pisadas, ou devo dizer, palhaçadas...Isto é um post sério meus caros, acreditem.

8 comentários:

  1. Eh pá, junta aí o Duarte Lima, que pelo que tenho lido ultimamente anda candidato a palhaço rico!
    E os mais perigosos são os chamados "Palhaços Mandrake" - subtil mistura de palhaço com mágico. São soberbos na execução de rápidos movimentos de mão em que fazem desaparecer dinheiro daqui e... surge acolá! Fazem desaparecer provas daqui e... puff! E ainda fazem aparecer rasgos de honorabilidade e dignidade onde na verdade grassa apenas a total aridez de valores. Verdadeiros mágicos.

    Tio Bouça

    ResponderEliminar
  2. Os prestidigitadores tambem têm lugar ao lado dos palhaços, é verdade. Vendo bem, neste circo há um pouco de tudo. Só não contem é comigo para lhes bater palmas.

    O que mais me chateia, é a forma como se agarram aos lugares feitos lapas, cambada de chupistas incompetentes. Tenham vergonha!

    ResponderEliminar
  3. Eu sugeria uma troca de lugares em todo este circo...Porque não colocar aquele rapazolas da "narigueta" vermelha que está aí em cima no canto esquerdo a seleccionador???!!! Podia-se fazer uma troca de lugares entre o "sete e meio" do Madail e o "Jaime Trama"...Esse Queiroz que, dizem, estar em todo o lado podia ir para Primeiro de todos os ministros...Portugal precisa de gente desta natureza...
    Somos tão bons em tudo o que fazemos...por que não somos capazes de também o ser nas artes circenses???!!!

    ResponderEliminar
  4. Epá, o Socrates a selecionador? Bem, pelo menos já sabe o que é o piloto automático. Voamos assim há tanto tempo, alegremente em direcção à montanha(!?)

    ResponderEliminar
  5. É a chamada "Circocracia" - A Democracia dos Palhaços!

    Tio Bouça

    ResponderEliminar
  6. Primeiro li "Chicocracia" :)

    E não é que faz sentido?! A Democracia dos chico-espertos LOL

    ResponderEliminar
  7. Li recentemente um livro de seu título "Shalimar, O Palhaço". É sobre um tipo que, entre outras coisas, tem a sua arte no caminhar sobre uma corda, mesmo quando esta não existe. Isto aplicado aos personagens das fotos é que faz todo o sentido. Continuam o seu "passeio" mesmo quando a corda já não está lá.
    Abraço a todos
    A

    ResponderEliminar
  8. Belo contributo literário, este blog está cada vez mais erudito. Eu continuo a ler o "Grimus" do Rushdie (o Águia Esvoaçante anda à procura da irmã "Cão-de-caça" e do outro que não me lembra o nome...

    Entretanto um dos palhaços já deve ir a caminho de Inglaterra, o Sir que o veio defender que o ature.

    ResponderEliminar