No debate parlamentar sobre a situação das contas públicas, a dúvida instalou-se quando o ministro das Finanças disse que "reduzir o défice de 7,3 por cento para 4,6 por cento no próximo ano, representa uma redução de 4,5 mil milhões de euros" e perguntou ao PSD: "Digam onde é que podemos cortar 4,5 mil milhões de euros na despesa do Estado para atingir esse objetivo?". in Lusa
O ministro Teixeira dos Santos, talvez pela primeira vez em muitos anos, não está a mentir. Ele não sabe mesmo o que fazer e precisa de uma ajuda, de uma solução. É a máscara do ilusionista que cai, mais uma vez, é a assumpção da incompetência de um Governo que nem a despesa conseguiu reduzir (antes pelo contrário) e que se vira novamente com avidez para os bolsos de quem tudo lhes sacrificou, conforme foi pedido. Pelos vistos não lhes chegou para a gasolina e para a revisão dos topos-de-gama e novamente se torna a falar na Receita que tem que aumentar, isto é, mais impostos, menos benefícios, cortes salariais, subsídios de Natal (para o ano parece certo, caros colegas), etc...Haverá algum português no seu juízo perfeito que ainda acredite nestas tristes figuras?
E pergunto ainda: Mas porquê dar mais dinheiro a estes incompetentes e desenvergonhados se eles já mostraram que desbarataram tudo o que lhes demos em Ministérios, Fundações, Institutos e afins poleiros para "boys"? Porquê deixá-los lá mais tempo quando parecem uns palhaços tontos a brincar com as vidas dos outros e acomodados, eles próprios, à boa vida? Ah, agora já não dá para destitui-los tão cedo, pois. E o que andou a fazer o Presidente da República enquanto o podia fazer? Que pai é este que anda para aí a dar conselhos com as câmaras apontadas em escolas primárias, e depois deixa os filhos (de uma coisa que eu cá sei) andarem por aí a roubar e a desviar dinheiros dos outros? O Sr. Silva tem que fazer qualquer coisa já, o que estiver ao seu alcance, caso contrário será só mais um presidente que quando podia fazer algo de histórico, optou pelo conforto da inacção, pela conversa da treta de Belém...a conversa do "Portem-se bem meninos, vá lá", sem que lhes chegue um bom par de tabefes naquelas grandessissimas caras de parvo. Estou farto destas vergonhas a falarem na televisão, acreditem, já me enjoa só de os ouvir na rádio, estou farto de olhar para as alternativas e não lhes reconhecer...alternativa, isto não vai lá com a paciência deste povo cozido em lume brando, não vai. O que posso eu fazer? O que podemos nós fazer, todos? Merda para isto, merda para esta corja toda!!!
Nota: Depois de ter feito um comentário, achei pertinente "elevar" a mensagem para aqui, porque acaba por complementar o que quero transmitir. Há 3 meses, estes fulanos, nossos representantes, juntam-se todos no exercício da sua profissão para decidir como cumprir determinados objectivos e salvar o país de uma situação dificil. É um momento solene, de responsabilidade, e assim chegam a um acordo e sai o PEC II, distintamente publicado e legalizado em Diário da República. O documento, que é um plano exigente e que se espera, no mínimo, realista e à altura destes altos representantes, exige sacrifícios de todos nós e a malta aguenta, que remédio. É um plano a vários anos, reparem, não é a um nem dois, é algo pensado para o futuro, um manual com metas para cumprir com rigor até 2013...Passados apenas 3 meses (?!), reúnem-se de novo para discutir o Orçamento Geral do Estado e aqui-del-rei, avisam que não chega, temos que mudar novamente o que estava previsto, é preciso mais dinheiro do povo, a despesa não está a ser contida, etc...e eu pergunto: Isto é maneira de gente responsável trabalhar? Aconteceu algum cataclismo desde há 3 meses para cá para se alterar as directrizes que tal documento vertia? O que se pretende neste orçamento é de tal modo diferente do previsto ao ponto de cair o carmo e a trindade e a ameaça de uma crise politica e demissão do governo? Ou estarão eles desejosos de se por a andar e quem vier que feche a porta? São estes governantes crianças irresponsaveis a brincar aos países? Por fim, se qualquer de nós trabalhasse assim, seríamos alguém? Nem no meu departamento quanto mais aos comandos do país?!? É isto que me deixa de rastos, estes profissionais da politica são isto?
Infelizmente a nossa geração é muito conformista.
ResponderEliminarTalvez a solução seria uma revolução tipo "25 Abril". Isso sim!
RC
Concordo, mas a revolução teria que ser ainda mais permeptória. Estes gajos tinham que, no minimo, ser responsabilizados pessoal e criminalmente para terem medo.
ResponderEliminarLi o teu texto com a atenção que lhe é devida e partilho da tua apreensão
ResponderEliminarO engraçado (que não o é) é que o passado foi assim, o presente é assim e o futuro pelos vistos também será assim. Feito de nada, sem substância, com muita irresponsabilidade de quem governa e de quem é governado, muita desconfiança e muito pouca solidariedade entre gerações. Já se adivinhava que seriam necessários cortes adicionais ao que foi proposto… nada que uma simples conta não demonstrasse e só não via quem não queria… curioso que por norma somos um povo pessimista mas quando se trata de fazer estimativas (deste género) não conheço povo mais optimista do que o nosso. Ser realista é uma arte que não está ao alcance de todos.
A forma mais fácil de atingir o “equilíbrio” orçamental é mesmo aumentar os impostos e não tenho dúvidas que será também por via da redução dos vencimentos (não será apenas um corte no 13º ou 14º mês como lhe queiram chamar). Menos rendimentos geram menos consumo, e as famílias que já se debatem com muitas dificuldades para pagarem o que devem vão ter ainda mais dificuldade e por aí adiante. A economia é feita sobretudo pela circulação fluida dos rendimentos. Esta asfixia a uma classe média que já não existe é no mínimo perturbadora e é o princípio do fim…é o fim de um estado social que teima em subsistir em moldes que já não servem ninguém. E urgente
pensar e repensar o país…
E necessário reorganizar o estado mas primeiro é preciso perceber o que é o estado, quais as suas funções, o que está a mais e o que não está a mais. Medidas avulsas e cortes cegos poderão ter o efeito contrário ao que se pretende. É necessário perceber onde podemos cortar, onde está a "gordura", mas não o podemos fazer apenas com base no senso comum. E crucial redefinir todo um modelo de governação. È necessário mais transparência nas decisões que são tomadas, mais intervenção da sociedade, mais accountability se preferires. É decisivo para o futuro deste país que se utilize melhor os escassos recursos que temos.
Abraço.
D.A
Em 1.º lugar, bem-vindo a este espaço, caro D.A. Aparece sempre porque é com a troca de opiniões que todos aprendemos mais qq coisa.
ResponderEliminarDe resto, assino por baixo e realço o seguinte:
O que farão mais cortes nos bolsos dos portugueses ao consumo/produção do país, já de si estrangulado? Será que estes economistas não entenderam que o objectivo de 4 ou 7 ou X % faz parte de um rácio onde o PIB aparece como denominador? De que servirá reduzir o deficit (numerador), se o PIB (denominador) tambem reduzir? Ficamos na mesma pois claro, ou pior...Qual o impacto de tudo isto no crescimento económico de Portugal? É que sem isso não há economia que resista.
Estou violentamente de acordo com todos vós!
ResponderEliminarNunca, mas nunca mais pretendo votar em partido nenhum destes que se nos apresentam.
O problema não está tão somente numa mão cheia de políticos como vocês tão acertadamente apontam e justamente classificam de filhos de muita coisa, mas também nas estruturas partidárias abandonadas pelo povo e deixadas por nós nas mãos de uns poucos que delas fazem uso para seu benefício e para a perpetuação do status quo. É isso que nos condena a escolher entre o Zé Gatuno e o Chico Malandro.
E depois chamamos a isto Democracia!
É por isso que vemos, sempre que o regime fica ameaçado, os acordos de estado, as parcerias, as "oposições responsáveis" a fazer aprovar orçamentos e projectos-lei em troca de favores inconfessáveis.
E se estão abandonadas, então se calhar o problema está essencialmente em nós mesmos que "falamos falamos, falamos falamos mas não nos vemos fazer nada."
A minha convicção é que faz falta mais participação cívica da malta. Nos partidos, nas associações civis, de bairro, desportivas, filantrópicas, de defesa do consumidor ou dos direitos humanos ou dos animais ou do raio que o parta. Faz falta que assumamos que o prédio onde vivemos é nosso, como o bairro é nosso, como a cidade ou o país são nossos. E que isto do terceirizar a gestão do país tem limites. Nós temos de nos assumir também como donos disto tudo e tomar, à nossa medida, as rédeas da situação.
Merda para eles todos! Merda para nós!
Olha!... Merda para mim!
Tio Bouça
Mas caramba Bouça, a sério, nós temos profissões, muitos têm filhos, mulheres, namoradas e pouco mais que 2 dias semanais para descanso e aqueles gajos, como nós, são pagos por todos para desempenhar aquela profissão, para nos representar com competência (já não arrisco brilhantismo), é o metier deles, é a profissão deles.
ResponderEliminarAgora repara: Há 3 meses estes fulanos, nossos representantes juntam-se todos, no exercício da sua profissão, para decidir como cumprir determinados objectivos. Chegam a um acordo e sai o PEC II, publicado em Diário da República. O documento, que é um plano e que se espera, no mínimo, realista e à altura destes altos representantes, exige sacrifícios de todos nós e a malta aguenta, que remédio. É um plano a vários anos, repara, não é a um nem dois...Passados apenas 3 meses, reúnem-se de novo e decidem que não chega, temos que mudar novamente o que está feito, é preciso mais dinheiro do povo, a despesa não está a ser contida, etc...e eu pergunto: Isto é maneira de gente responsável trabalhar? Aconteceu algum cataclismo desde há 3 meses para cá para se alterar tal documento de tal modo e ao ponto de se provocar uma crise politica? Ou estarão eles desejosos de se por a andar? Somos todos crianças a brincar aos países?
Por fim, se qualquer de nós trabalhasse assim seríamos alguém? Nem no meu departamento quanto mais aos comandos do país ?!? É isto que me deixa de rastos, estes profissionais da politica são isto...
Cem anos depois precisamos de uma nova República e só lá vamos como em 1910... A tiro
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