22 de abril de 2010

Quem vier atrás fecha a porta?

Hoje apetece-me estar optimista, por isso pergunto:

Devo assustar-me com toda esta lengalenga derrotista sobre um Portugal sobre-endividado à beira da bancarrota ou, pelo contrário, devo assumir a postura positiva "à lá Benfica" (ou "à la Governo") que, após acrescentar mais um empréstimo ao já de si "mui respeitoso" Passivo, consegue vender a coisa como um enorme (mais um) sucesso? Em que ficamos, vamos de endividamento em endividamento em alegre pontapé para a frente, diferindo crédito e acumulando juros, ganhando amiúde títulos, Expos, Estádios e TGV's ou acautelamos cinzentamente o futuro das instituições e das próximas gerações?

Nota: Chamem-lhe inveja se quiserem, mas se calhar também preciso de um campeonatozinho ou de um aumento de salário para desatar a ver tudo cor-de-rosa.

4 comentários:

  1. A vitória, nos dias que correm, é haver quem empreste! Quanto ao resto, logo se vê...

    NL

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  2. É o "logo se vê" que dá que pensar...é precisamente o que dá o nome ao post. Mas dá-me ideia que empréstimos ainda há muitos, mesmo assim.

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  3. "A vitória... é haver quem empreste"
    Será?
    Juntar no mesmo caldeirão inépcia para gerir recursos com fartura de capital alheio será motivo para regozijo?
    Da escassez de recursos de todo o tipo que grassava no Japão do pós-guerra surgiu uma economia pujante e inovadora (ainda que hoje passem por maus dias). A escassez de recursos é amiga da eficiência, e a sua fartura é terreno sempre perigoso e de alto risco (para o melhor e para o pior conforme quem lhe dá destino).
    O que comprarão eles com esse dinheiro? Escadas para sairmos do buraco,... ou pás?

    Vitória é haver quem faça boa gestão dos recursos. Sejam eles fartos ou escassos. E isso não depende deles mas apenas de nós.

    Mainada!

    Tio Bouça

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  4. Ti Bouça, comentário à gestor ;) Nem o Adam Smith diria melhor. De resto, estou 100% de acordo. Outra coisa que daria pano para mangas tem a ver precisamente com esta capacidade que os Bancos (os mesmos que foram salvos pelos Estados recentemente) parecem ter para financiar tudo o que é negócio, bom, mais ou menos, mau ou ruinoso.

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