
Hoje tive oportunidade de ir ao Jamor ver a nossa Michelle Brito defrontar uma romena na Fed Cup e confesso que já me tinha esquecido do "feeling" produzido, ao vivo, por um ténis de qualidade considerável. Garanto-vos que o fraco tenista que há em mim se sentiu esmagado pela colocação e potência das pancadas daquelas duas jovens no "court". Poupando palavras, é uma dimensão que a televisão não nos consegue transmitir.Fica a nota de que a miúda (a nossa) é lutadora, tem uma esquerda a duas mãos muito razoável e demonstra de facto potencial. Por outro lado sofre de algum excesso de emotividade que julgo ser próprio da idade e precisa de melhorar a pancada de direita, o serviço e as variações de jogo, nomeadamente na rede. Precisará de crescer, física e psicologicamente, ou caso contrário não passará de mais uma esperança do ténis português. De resto, o costume: Mais de metade do público eram VIP’s que não faziam bem ideia do que raio é uma “foot fault” ou um “break” e que passada meia-horita daquilo já só pensavam em desandar para a tenda dos comes e bebes. Eu também lá estive como VIP mas desenganem-se, não estou habituado a isso e gosto de facto da modalidade (o que vendo bem e passe a imodéstia, é a personificação do que faltará ao ténis português).

Nota: Os comes estavam razoáveis e o Sushi (da Assuka) fez as honras principais. Continuo sem perceber muito bem que comida é aquela mas lá usei os pauzinhos com inusitada destreza e até degluti, de uma só vez e evitando olhares alheios, claro, algumas daquelas coisas. Redimi-me com uma data de morangos estranhamente doces para a época e pelo que me apercebo, pelo menos à hora em que escrevo, ainda não senti quaisquer efeitos colaterais. A Michelle perdeu o 1.º set por 6-0 mas ganhou o 2.º. Perdeu, já esgotadissima, no derradeiro set. Simpatizei com a rapariga.
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