Triplo homicidio em Queluz: vítimas morrem queimadas no elevador." in Correio da Manhã
"Triplo homicida de Queluz "só queria assustar as vítimas".
O suspeito dos crimes já teria ameaçado de morte as vítimas, ao ponto de uma delas ter contratado um segurança particular." in Expresso
Não é minha pretensão tornar-me uma filial do jornal "O Crime", não é disso que se trata. O que choca aqui (à parte do hediondo crime relatado), é pensar que num presumivel estado de direito, alguém ameaçado de morte por outro individuo (proibido de se aproximar de clinicas cuja propriedade disputava com a pessoa ameaçada, e portanto já referenciado e julgado) seja obrigado a contratar segurança privada há mais de um ano, para finalmente morrer brutalmente assassinado juntamente com a filha e o próprio segurança, às mãos do mais que previsivel criminoso.
O que pretendo com este post, é dizer que este crime, entre inúmeros, é "só" mais um sintoma de uma justiça que simplesmente não funciona, não protege os ameaçados, chantageados e acossados, que permite que as pessoas vivam e, neste caso, acabem por morrer em terror absoluto, às mãos dos sobejamente conhecidos e previsiveis mafiosos, chantagistas e assassinos. Precisaremos todos de segurança privada para protecção? E porque não milicias armadas, já agora? Razão teriam para as procurarem estas três vitimas em Queluz, bem se vê. O que choca é que a justiça conhece estes individuos, já os ouviu, já lhes falou, sabe que os indicios de crimes graves estão à vista, aliás, são previsiveis, e em última análise, cruza os braços até que os crimes sejam finalmente cometidos ou revelados por outros que não eles. Parece-se com os 3 macacos, cega, surda e muda. Em suma, não mereceria este caso especifico uma acção do Povo contra o Estado, à boa maneira americana? Não valeria a pena confrontar os agentes judiciais envolvidos e que acompanharam esta situação com o desfecho final só para saber se acham que poderiam ter feito mais qualquer coisa?

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