Eu sei que ir a Angola encaixar uns valentes milhares de euros é sempre apetecível. Também sei que o risco de lesionar por lá uns jogadores e acrescentá-los à extensa(íssima) lista do departamento médico do Sporting é uma sentença de morte para os jogos que se avizinham, mas há algo aqui que se deve tentar equilibrar. Para muitos angolanos é o Sporting que está de visita depois de mais de 30 anos de ausência e ninguém vai querer saber daqui a horas, no calor da Kizomba, que os 7 júniores, 9 suplentes e 2 titulares (que adornaram a 2.ª parte do jogo) não eram bem o Sporting Clube de Portugal. Eu não vi o jogo nem sequer me importa muito, mas isso é para mim, não para os milhares de sportinguistas que se estendem pelo território palanca. Há que encontrar aqui um meio termo, senão estamos sujeitos a transmitir uma imagem que nada tem a ver connosco.
Nota: Sem ver o jogo, repito, valha-nos a consolação de que alguém perceba finalmente que Evaldo, Pereirinha, André Santos e afins (e não havendo um único central disponível do plantel principal a quem eu possa bater) não são propriamente as segundas linhas com que desejaríamos contar. Parabéns à Selecção de Angola. Quanto aos putos do Sporting, directos para o quarto de hotel sem direito a estreia com as meninas do Mussulo, fica para a próxima...

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