15 de junho de 2010

Contra os canhões, marchar, marchar...

Hoje é mais um dia de Mundial mas desta vez é a sério porque joga Portugal! Estou certo que, por mais criticos que sejamos todos, a maioria esquece quase tudo e sente algo muitissimo especial quando as cores nacionais sobem ao relvado e os primeiros acordes do hino ecoam pelo estádio e daí para o mundo. Para ilustrar este sentimento que nos une ou deve unir quando se fala numa nação e do espirito que a rodeia, encontrei algo que diz mais do que eu eventualmente conseguiria dizer e assim optei por fazer algo diferente neste blog. Optei por usar um comentário de um ilustre comentador (estou certo que não me vai levar a mal) e elevá-lo à condição de post. Assim, e pedindo antecipadamente desculpa pela bem-intencionada ousadia aqui fica:

"AMIGOS! É AMANHÃ (Hoje?)


E eis-me, emigrante (ou imigrante? Sei lá. A diferença é apenas uma questão de perspectiva e de percepção da grandeza do mundo) afastado do meu país, chorando baba de saudade do bacalhau, do vinho verde e de Nossa Senhora de Fátima (que é uma Nossa Senhora muito mais potente que as outras Nossas Senhoras todas e que faz muitos mais milagres. É vê-la de mãos juntinhas naquela capa alva de pureza sempre com olhar piedoso a sofrer pela nossa Selecção).
Eis-me emigrante andando cá fora a lutar p'la vida e a ajudar o Portugal a reerguer-se das cinzas com as minhas suadas remessas de emigrante.
Eis-me emigrante a jurar a pés juntos que o azeite de Portugal é muito melhor do que o espanhol (apesar de 20.000 das 40.000ton de azeite embalado como português vir direitinho dos olivais espanhóis).
Eis-me agora a rejubilar de ânimo e satisfação: O Mundial vai finalmente começar a sério.
Sim, porque até agora não era mais do que um desfile juvenil de candidatos a coisa nenhuma. Quando os grandes... como era? Navegadores, acho que foi assim que o Queiroz lhes chamou, entrarem em campo, "cesse tudo quanto a Musa antiga canta que outro valor mais alto se alevanta".
Amanhã vejo a bola num retiro Tuga, um restaurante de um amigo conterrânio onde se vão juntar uns quantos de nós a chorar e a sofrer à antiga.
Sabem que mais? Apesar do que de mau se possa dizer da nossa equipe, sei que na hora do jogo todos vamos sofrer e torcer à grande. Em verdade em verdade vos digo: Ninguém sabe o que é ver e sofrer a bola até que vejamos a selecção de todos nós num Mundial do outro lado do mundo rodeados de outros tugas sofredores com vinho e queijinho à mistura.

Mainada!

Tio Bouça"

Obrigado meu caro, muito contêm essas palavras. Um abraço transatlântico e Viva Portugal!

9 comentários:

  1. Compreendo-te perfeitamente Ti Bouça, tenho ouvido muitos relatos de gente lá fora a ver a Selecção e a emoção acrescida que daí resulta. Eu próprio vi uma final da Taça em Varsóvia (de má memória para ti mas isso agora não interessa nada) num restaurante português e senti essa coisa especial quando toca o hino. É lindo! E acrdito que não é nada comparável…Eu vou sofrer de certeza e os que lá estiverem, independentemente de que clube forem, vão ser da minha equipa, Portugal!

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  2. O ser português fora do território nacional é sentirmo-nos mais portugueses e mais patriotas. É a velha história de só darmos valor às coisas que temos ou ao que somos quando estamos longe delas. Eu também já passei por essa experiência e dei por mim a cantar “A Portuguesa” mais um tuga desconhecido contrariando o silêncio que imperava no restaurante polaco. Sente-se uma grande emoção e até as vitórias sabem melhor.
    Assim, tugas espalhados por esse mundo, TOU CONVOSCO E COM O NOSSO PORTUGAL.

    RC

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  3. Tã lindo! Os mê meninos juntinhos, pondo de parte a rivalidade de TODO o ano.... um bêjinho aos dois e VIVA PORTUGAL!
    ibd

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  4. Vês ibd! Nós ainda concordamos com muitas coisas quando pomos a rivalidade de parte. Temos em comum pelo menos a paixão pelo jogo e a identificação com os valores e história nacionais (os reais valores, não os que muitos praticam por aí, infelizmente) Bora a eles!!! Heróis do Mar, nobre povo, fuéééééééééééééé (imitação de Vuvuzela), nação valente e imortal fuééééééééééééééééééééééééé (imitação mais prolongada de Vuvuzela).

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  5. Tanta conversa para depois não jogarmos uma pevide... essa é que é essa.

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  6. Nem deu para sofrer.

    Queirós é patético e contamina toda a equipa. Ainda assim foi melhor do que eu esperava, contava com a derrota. Faltou apenas Drogba em condições.

    Triste.

    NL

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  7. Concordo, o sentimento que aqui se exalta manter-se-á sempre e não teve correspondência com o que se viu. Tudo muito morninho e sem sal à imagem do Queiróz que para além de perceber pouco de futebol (aquele meio-campo que terminou o jogo é de uma selecção de reservas), ainda toma L.S.D. como se atesta pelos comentários no fim do jogo. O homem esteve a ver outro jogo qualquer...

    Nota: Até retoquei a imagem do blog a ver se dá mais sorte ;)

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  8. Este comentário foi removido pelo autor.

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  9. Deco entretanto, que pouco jogou, diga-se, já começou a questionar a patetice de Queiróz, aquilo deve andar bonito, deve...

    Já as armas secretas de Queiróz para vencer o jogo com a Costa do Marfim (Tiago e Ruben Amorim partiram a louça toda, enquanto Rolando e Ricardo Costa ainda fizeram aquecimento prontos a surpreender) despertaram a cobiça do treinador da equipa amadora do C.I.F. do Restelo..."Não escondo o interesse. Que jeito nos davam para uns joguitos ao fim-de-semana", desabafou...

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